Então lá vai!
A nostalgia quando me atinge vem de forma implacável, faz com que me sinta frágil além do normal. Hoje, um dia como tantos outros de tarde sol, um dia em que fiz tudo aquilo que sempre faço, mas hoje, justamente hoje as lembranças tomaram meu ser de maneira nunca antes sentida. Lembranças de Karol.
A menina louquinha que por muitas vezes cheguei acreditar que ela rasgasse dinheiro, a menina que carregava um sorriso maravilhoso destacado ainda por suas gengivas roxas, a magrela da turma, a birrenta. A personalidade mais forte que minha adolescência pode desfrutar, ela era linda, única, singular como um diamante azul. Era com ela que muitas vezes desabafei minhas frustrações amorosas da puberdade. Carregava consigo o dom do conselho de falar a coisa certa na hora certa. Era uma grande amiga, companheira de andanças, da volta da escola para casa quando uma de minhas muitas moradias fora próxima a sua. Fora com ela que degustei seriguelas maravilhosas de seu quintal. Saudades de Karol.
A menina que nunca desistiu, que tentava e tentava até conseguir, ela acreditava que desistir seria o pior a ser feito, ela tentava e tentava, se não conseguisse o objetivo, este seria inalcançável mesmo.
A amiga "reclamona". Nossa como ela reclamava. Tentar fazer-la mudar de opinião era trabalho árduo e, quase sempre não funcionava, mas eu amava mesmo assim, ainda a amo na verdade. Brigamos, ficamos sem conversar por um tempo, coisa de adolescente, mas nossos olhos sempre estavam atentos a nossas atitudes.Karoline a menina que gostava de escrever. Escreveu algo fantástico, onde eu pude viver meu maior personagem, Boca, é, eu era o Boca. Na peça que ela escrevera eu fui privilégiado com papel de Boca, um traficante desgraçado, sem escrúpulos. Karol escrevia bem e a peça fora sucesso na cidade inteira e, eu pude demonstrar todo o meu talento como ator, graças a Karol.
Ela mantinha sempre o sorriso, fazia sempre uma "palhaçada" para descontrair. Uma menina cheia de sonhos, que almejava ser feliz, a menina que não fazia nada que não tivesse vontade, a decidida e, ela decidiu ser feliz, simplesmente feliz.As rotações da vida me separaram de Karol, minha eterna amiga. Karol está casada, tem uma filha linda, mora distante de mim, nos vemos muito pouco, nos falamos pouco também, mesmo estando ao alcance de nossos dedos a possibilidade de comunicação.
Certamente Karol acertou bastante em sua vida, errou também e continuará assim, esse é o processo natural ao qual estamos engajados, é um ciclo de acertos e erros, se o saldo for positivo seremos felizes, errando e acertando.
Desejo que Karoline conquiste tudo aquilo que ela sempre almejou e que para isso não precise desfazer-se de suas características que me encantaram e encantam. É, ela sempre será a mesma, Karoline, Karol.
Nossa!
ResponderExcluirComo estou feliz por meu singelo texto está aqui em seu blog, obrigado minha amiga.
Cada palavra desse texto foi escrita com a mais sincera admiração, com o ápice de meu carinho e com a doce lembrança de minha saudade.
Vc sempre será mais em minha vida!!!
ResponderExcluirEu que sou grata ao Criador por ter permitido-me
tê-lo como amigo!!
Obrigada mais uma vez!